Como triplicamos os contatos de uma revenda de caminhões sem gastar R$ 1 a mais em mídia
Case real de 2025: mesmo orçamento de Google Ads, mas trocamos o destino do anúncio e rodamos testes A/B. Resultado: mais que o triplo de contatos qualificados no WhatsApp e o custo por lead caindo pela metade — duas vezes.
A conta que quase todo anunciante faz pra crescer é: "preciso de mais leads, então preciso de mais verba." Nem sempre. Em 2025 a gente pegou uma revenda de caminhões seminovos e mais que triplicou o número de contatos qualificados sem subir R$ 1 no orçamento de mídia. O que mudou não foi quanto se gasta — foi pra onde o anúncio manda a pessoa.
Esse post abre o case por dentro: o diagnóstico, os dois testes A/B que rodamos e como você replica isso na sua operação com a ferramenta que o próprio Google Ads já te dá de graça.
O ponto cego: o anúncio estava bom, o destino não
As campanhas de Google Ads dessa revenda mandavam o tráfego pra um site estilo marketplace — uma vitrine com vários caminhões, preço, botão de "adicionar à lista", vários caminhos possíveis. Bonito, mas com um problema de conversão clássico:
Quem entra numa vitrine e não fala com ninguém não vira comprador. Vira visita perdida.
O anúncio trazia o clique certo — gente buscando "caminhão seminovo à venda". Mas a página de destino diluía a intenção em dez opções em vez de puxar a pessoa pra uma ação: falar com o vendedor. O gargalo não era o tráfego. Era o que acontecia depois do clique.
O desafio, então, virou objetivo: gerar mais contatos qualificados pro time comercial sem aumentar o investimento em mídia.
A solução: CRO e teste A/B no destino, não no anúncio
CRO (Conversion Rate Optimization) é a disciplina de fazer a mesma quantidade de tráfego converter mais. Em vez de comprar mais cliques, você faz cada clique valer mais. E a forma honesta de descobrir o que funciona não é achismo — é teste A/B: metade do tráfego vai pro destino atual, metade vai pro novo, e o dado decide.
A boa notícia pra quem roda Google Ads: você não precisa de ferramenta paga pra isso. O próprio Google Ads tem uma função de Experimentos que divide o tráfego e mede o vencedor com significância estatística. Foi o que usamos nos dois testes abaixo.
Teste 01 — trocar a vitrine por uma landing page de conversão
O primeiro teste foi direto: em vez de mandar o clique pro site-marketplace, mandamos pra uma landing page única, com um só objetivo — levar a pessoa pro WhatsApp — e reforçando os diferenciais competitivos da loja (preço justo, veículo 100% revisado, garantia de procedência).
Uma página, uma promessa clara, um botão. O tráfego e o orçamento foram exatamente os mesmos. Mudou só o destino.
Resultado (experimento de 23 a 30/04/2025):
| Métrica | Variação |
|---|---|
| Conversões (contatos) | +106% |
| Custo por conversão | −51% |
| Cliques | +12% |
| Investimento | +0,1% (praticamente igual) |
Traduzindo: o dobro de contatos chegando pro time comercial e metade do custo por contato. Sem tocar na verba.
Teste 02 — da landing "que funciona" pra landing premium
Uma landing simples já tinha dobrado o resultado. A pergunta natural: dá pra ir além? Sim. Com o conceito validado, investimos tempo numa landing page premium, alinhada à identidade visual da marca e carregada de prova: "compre com a maior revendedora do Brasil", normas e certificações (ISO 9001, 14001, 39001), estrutura de "por que comprar com a gente".
Rodamos de novo — landing simples contra landing premium — e o dado voltou a subir:
| Métrica | Variação |
|---|---|
| Conversões (contatos) | +176% |
| Custo por conversão | −63% |
| Cliques | +11% |
| Investimento | +1,1% (praticamente igual) |
Mais um salto expressivo em contatos e mais um corte de 50%+ no custo por contato. Empilhando o efeito dos dois testes sobre o site-marketplace original, o número de contatos qualificados mais que triplicou — com o mesmo dinheiro na mesa.
Por que o WhatsApp é o destino certo pra esse tipo de venda
Não foi só "colocar um botão de WhatsApp". A escolha do canal muda o jogo em vendas de ticket alto e ciclo consultivo, como caminhão seminovo:
- Contato direto — a pessoa fala com o vendedor na hora, sem intermediário, acelerando a compra.
- Métricas claras — dá pra monitorar origem, interações e conversão de cada contato. Você sabe qual anúncio traz comprador, não só clique.
- Consultoria personalizada — o vendedor adequa a conversa ao que a pessoa procura e ao que tem no pátio.
- Base para o futuro — cada contato vira um dado qualificado pra remarketing e pra avisar quando entra o veículo certo no estoque.
Como replicar isso na sua operação
O case é de revenda de caminhões, mas o método serve pra qualquer negócio que roda tráfego pago pra gerar contato:
- Olhe o destino, não só o anúncio. Se o clique cai numa vitrine com muitas saídas, você está pagando por visita, não por conversa. Foque a página em uma ação.
- Escolha o canal de conversão certo. Pra venda consultiva e ticket alto, WhatsApp costuma ganhar do formulário. Teste.
- Rode como experimento, não como reforma. Use os Experimentos do Google Ads pra dividir o tráfego. Deixe o dado decidir, não o gosto.
- Itere em cima do vencedor. Landing simples validou o conceito; a premium multiplicou. Um teste abre o próximo.
- Meça o que importa: custo por contato e qualidade do contato — não cliques e impressões.
O maior desperdício em tráfego pago quase nunca é a verba. É mandar um clique caro pra uma página que não pede nada. Antes de pedir mais orçamento, pergunte pra onde o seu anúncio está levando a pessoa.
Quer uma leitura de pra onde o seu tráfego está indo — e quanto contato você está deixando na mesa? Fala com a gente.